Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Câmara Municipal de Bauru abriu uma Comissão Processante contra a prefeita Suéllen Rosim (PSD), em meio às investigações do Ministério Público de São Paulo sobre possíveis irregularidades relacionadas ao contrato de serviços de resíduos sólidos do município.
A denúncia que deu origem ao processo político-administrativo foi aprovada por 19 votos a 1. O procedimento poderá resultar na cassação da prefeita, caso as acusações avancem e o plenário da Câmara conclua pela perda do mandato.
As investigações também incluem transcrições de conversas telefônicas obtidas pelo Ministério Público. Em um dos diálogos, a vereadora Estela Almagro (PT) é mencionada em uma conversa entre Cilene Bordezan e o empresário Hamilton Libório Agle.
Segundo o conteúdo registrado pelos investigadores, os dois comentavam sobre um jantar com um jornalista de Bauru. Durante a conversa, surgiu a informação de que Estela moraria de aluguel em um apartamento e estaria enfrentando dificuldades para arcar com o pagamento. Na sequência, Hamilton teria afirmado que era ele quem pagava o aluguel da parlamentar.
O empresário também teria dito que nunca havia pedido para Estela deixar de fazer críticas ou de adotar posicionamentos contrários a ele.
Estela Almagro nega a acusação e afirma que é responsável pelo pagamento do próprio aluguel. A menção registrada na investigação, por si só, não comprova que o pagamento tenha ocorrido nem estabelece eventual relação com decisões tomadas pela vereadora.
Outro trecho das transcrições cita uma conversa sobre uma visita de Hamilton à prefeita Suéllen Rosim. De acordo com o material analisado pelo Ministério Público, Cilene teria sido orientada a avisar a prefeita de maneira reservada ou por mensagem que o empresário passaria por Bauru e aproveitaria a ocasião para encontrá-la.
Na conversa, Hamilton é citado como alguém que teria um “presente” ou uma “lembrancinha” para entregar à prefeita pelo aniversário da cidade. Ainda segundo a transcrição, quando o empresário menciona o “presentinho”, Cilene teria rido e associado a expressão à entrega de dinheiro.
O diálogo é tratado pelos investigadores como parte do conjunto de elementos que precisam ser esclarecidos durante a apuração. A existência da conversa não comprova, isoladamente, que dinheiro tenha sido entregue à prefeita.
A investigação está relacionada ao contrato de concessão dos serviços de resíduos sólidos de Bauru, estimado em bilhões de reais e com prazo de duração de décadas. O Ministério Público apura possíveis irregularidades na condução do processo e eventuais relações entre agentes públicos e pessoas ligadas ao contrato.
Com a abertura da Comissão Processante, Suéllen deverá ser notificada oficialmente e terá direito de apresentar defesa, indicar provas e arrolar testemunhas. Ao longo do procedimento, os vereadores deverão analisar os fatos apresentados na denúncia e os elementos que forem produzidos durante a apuração.
Caso a comissão decida pelo prosseguimento da acusação, o processo poderá chegar ao plenário para julgamento. Uma eventual cassação dependerá da votação dos vereadores.
As investigações do Ministério Público e o processo político-administrativo na Câmara seguem em andamento, e as responsabilidades dos envolvidos ainda deverão ser definidas pelas autoridades competentes.
Publicado por:
Radar Nogueirense
O Radar Nogueirense é uma plataforma jornalística dedicada a trazer notícias de qualidade, com foco em informação precisa e atualizada sobre economia, política, tecnologia e tendências do agro no Brasil e no mundo.
Saiba Mais/Dê sua opinião
Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?
Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!
Login Cadastre-seNossas notícias
no celular